voo [robert zemeckis, 2012]

voo

O ser humano não tem natureza, mas História”.
José Ortega y Gasset.

o primeiro passo pra mudança real do homem é que ele conte sua própria história com sinceridade. apesar das circunstâncias oferecerem diversas oportunidades para que whip (denzel) admita o que ele é (e que é óbvio para todos os que estão em sua volta), ele as rejeita. a partir do momento em que ele verbaliza suas feridas não cicatrizadas tudo se torna mais claro e sua trajetória se ilumina, mesmo que isso signifique enfrentar a prisão, coisa que ele tenta evitar durante o filme inteiro. não à toa que o filme se encerra com seu filho pedindo pra que ele conte sua história.

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voo [robert zemeckis, 2012]

a longa caminhada de billy lynn [ang lee, 2016]

billy-lynn

um filme que não quis ser sincero, o objetivo aqui foi ser ‘esperto’ e acabou num filme sem alma. o que o ang lee quis era fazer uma crítica a essa cultura do espetáculo norte-americana mas não conseguiu sair dos entraves dessa premissa (ruim). o que poderia salvar o filme seria o relacionamento entre os soldados, a amizade entre eles, o relacionamento de billy com a sua família, mas tudo isso acaba sendo retratado de forma estéril. sem falar em um desfile de personagens imbecis/inúteis, como o do Chris Tucker.

a longa caminhada de billy lynn [ang lee, 2016]