straight outta compton [f gary gray, 2015]

straight

tenho uma curiosidade inata por cinebiografias sobre pessoas que, de alguma forma, “conheço”. sempre gostei de rap e o N.W.A. é dos grupos mais influentes. e o filme acaba sendo só isso mesmo, uma curiosidade – “olha lá o Snoop Dogg”, “olha lá o Tupac”, “olha lá o Suge Knight”. gray até consegue passar um pouco de eletricidade nos momentos dos shows ao vivo do grupo, mas acaba sendo pouco pra justificar o filme e o alarde.

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straight outta compton [f gary gray, 2015]

casablanca [michael curtiz, 1942]

casablanca

humphrey bogart possui um dos rostos mais marcantes do cinema. cada ruga esculpida em seu rosto é como se fosse uma cicatriz de alguma desilusão que nunca deixa de arder. por isso que o sorriso de bogart sempre exala efemeridade. claro que essas características foram elevadas à máxima potência num dos grandes filmes do cinema, ‘no silêncio da noite’ de nick ray. mas isso não faz com que ‘casablanca’ deixe de ser um filme dolorido. mesmo se não soubéssemos a história de rick e ilsa, o necessário está no plano que mostra o rosto de ingrid bergman ao som de ‘as time goes by’.

casablanca [michael curtiz, 1942]

Consciências Mortas [William A. Wellman, 1943]

oxbo07

“Law is nature, law is beautiful, law touches eternity”.

são com essas belas palavras que Tag Gallagher traduz um pouco de um dos mais belos quadros do cinema, em ‘a mocidade de Lincoln’ [John Ford, 1939]. nessa cena, Lincoln está deitado ao pé de uma árvore, com um rio correndo ao lado, onde ele lê, fascinado, algum livro sobre leis. enquanto Lincoln admira com humilde perplexidade a lei, os personagens de ‘consciências mortas’ querem se apoderar desse conceito e transformá-lo em algo que não é. a árvore está presente de novo, quando wellman deixa claro que a lei está acima dos homens. ora, se está acima dos homens é porque vem de algo superior a nós, somos subordinados a essa ordem [como fica claro no plano que ilustra o post]. a lei toca a eternidade. o que é eterno? fica fácil entender agora. não é coincidência que ao enquadrar os 7 únicos a apoiarem a verdadeira lei, é que ao fundo jorra uma luz divina. os habitantes daquela pequena cidade se deixam levar pelos desejos, pelos impulsos – nada mais mundano, portanto. um dos maiores filmes de todos.

Consciências Mortas [William A. Wellman, 1943]