a longa caminhada de billy lynn [ang lee, 2016]

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um filme que não quis ser sincero, o objetivo aqui foi ser ‘esperto’ e acabou num filme sem alma. o que o ang lee quis era fazer uma crítica a essa cultura do espetáculo norte-americana mas não conseguiu sair dos entraves dessa premissa (ruim). o que poderia salvar o filme seria o relacionamento entre os soldados, a amizade entre eles, o relacionamento de billy com a sua família, mas tudo isso acaba sendo retratado de forma estéril. sem falar em um desfile de personagens imbecis/inúteis, como o do Chris Tucker.

a longa caminhada de billy lynn [ang lee, 2016]

os melhores filmes que vi pela primeira vez em 2016

stevejobs

30. Steve Jobs (Danny Boyle, 2015).

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29. Vampiros de Almas (Invasion of the Body Snatchers; Don Siegel, 1956).

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28. Edward Mãos de Tesoura (Edward Scissorhands; Tim Burton, 1990).

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27. Um Amor a Cada Esquina (She’s Funny That Way; Peter Bogdanovich, 2014).

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26. Amor Bandido (Mud; Jeff Nichols, 2012).

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25. Pat Garret & Billy The Kid (Sam Peckinpah, 1973).

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24. Amantes (Love Streams; John Cassavetes, 1984).

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23. Goonies (Richard Donner, 1985).

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22. Conta Comigo (Stand By Me; Rob Reiner, 1986).

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21. Hacker (Blackhat; Michael Mann, 2015).

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20. Sully (Clint Eastwood, 2016).

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19. Atração Perigosa (The Town; Ben Affleck, 2010).

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18. Do Mundo Nada Se Leva (You Can’t Take It With You; Frank Capra, 1938).

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17. O Céu Mandou Alguém (3 Godfathers; John Ford, 1948).

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16. Os Suspeitos (Prisoners; Dennis Villeneuve, 2013).

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15. A Mulher Faz o Homem (Mr. Smith Goes to Washington; Frank Capra, 1939).

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14. No Coração do Mar (In The Heart Of The Sea; Ron Howard, 2015).

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13. O Show de Truman (The Truman Show; Peter Weir, 1998).

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sabrina

12. Sabrina (Billy Wilder, 1954).

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11. Creed (Ryan Coogler, 2015).

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10. Viver (Ikiru; Akira Kurosawa, 1952).

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9. Quadrilha Maldita (Day of The Outlaw; Andre De Toth, 1959).

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agonia

8. Agonia de Uma Vida (Thunder On The Hill; Douglas Sirk, 1951).

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7. Viagem à Itália (Viaggio In Italia; Roberto Rossellini, 1954).

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6. Essa Pequena É Uma Parada (What’s Up Doc?; Peter Bogdanovich, 1972).

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5. Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller’s Day Off; John Hughes, 1986).

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4. Marrocos (Morocco; Josef Von Sternberg, 1930).

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3. Campo dos Sonhos (Field of Dreams; Phil Alden Robinson, 1989).

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2. Cada Um Vive Como Quer (Five Easy Pieces; Bob Rafelson, 1970).

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1. Amantes (Two Lovers; James Gray, 2008).

os melhores filmes que vi pela primeira vez em 2016

cada um vive como quer [bob rafelson, 1970]

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o Jack Nicholson parece sempre andar em uma tênue linha entre o amigável e o ameaçador. seu rosto, com alguns leves movimentos, é capaz de caminhar livremente entre territórios distantes, como a paz e o caos. mas nesse filme vi algo que ainda não tinha presenciado em filmes com ele, que é o da desilusão que paralisa qualquer expressão. as palavras dilacerantes ditas pela Catherine são capazes de travar a reação de Bobby (Nicholson), porque ali é escancarado a verdade que ele ignora: de que a mudança real parte do interior do homem. Bobby é uma folha seca, solta de sua árvore, sendo levado pra todos os lados de acordo com o vento, sem a capacidade de criar raízes – o oposto da Catherine. cada um vive como quer, mas será que Bobby, realmente, vive?

cada um vive como quer [bob rafelson, 1970]

no coração do mar [ron howard, 2015]

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em “o problema do sofrimento”, C.S. Lewis escreve:

“Você experimentaria uma sensação de assombro e certo retraimento – a percepção da própria fraqueza e da incapacidade de fazer face a um visitante desses”.

eu sempre tive uma relação esquisita com o mar.

o mar ao mesmo tempo me convida e me repele. poucas são as vistas mais bonitas que o mar, mas ao lado do maravilhamento, ele me desperta um sentimento de pequenez.

assim como em ‘rush’, ron howard conta a história de homens corajosos que buscam afirmar sua vocação, mesmo que o preço seja a vida – porque é isso que eles sabem /devem fazer. e os feitos dos grandes homens sempre serão lembrados.

 

no coração do mar [ron howard, 2015]

amantes [james gray, 2008]

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alguns filmes possuem uma força indescritível e são capazes de, ao atravessar qualquer barreira, habitar nosso interior, serem parte de nós. tudo vira secundário quando encontramos olhares tão intensos e verdadeiros – porque é isso que realmente importa em ‘amantes’, o entrelaçamento dos rostos, das luzes, das sombras, dos desejos, das verdades e das mentiras.

amantes [james gray, 2008]

straight outta compton [f gary gray, 2015]

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tenho uma curiosidade inata por cinebiografias sobre pessoas que, de alguma forma, “conheço”. sempre gostei de rap e o N.W.A. é dos grupos mais influentes. e o filme acaba sendo só isso mesmo, uma curiosidade – “olha lá o Snoop Dogg”, “olha lá o Tupac”, “olha lá o Suge Knight”. gray até consegue passar um pouco de eletricidade nos momentos dos shows ao vivo do grupo, mas acaba sendo pouco pra justificar o filme e o alarde.

straight outta compton [f gary gray, 2015]

birdman [alejandro gonzález iñarritu, 2014]

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já faz alguns dias que assisti ‘Birdman’ e sigo sem entender a razão desse filme existir. é um grande nada. o filme não passa do fator que é o maior responsável por sua fama – esse joguinho metalinguístico com Keaton-Birdman/Batman. a partir daí o filme fica andando em círculos, com Emma Stone e Edward Norton dando uns gritos de vez em quando, Keaton até sendo competente no seu papel, mas no fim das contas são só um pretexto pra ficar fazendo umas piruetas com a câmera, ficar mudando a iluminação [azul, vermelho, etc] pra impressionar alguns. pouco vale a pena aqui.

birdman [alejandro gonzález iñarritu, 2014]